Álvares de Azevedo Coloquial

Em “Noite na Taverna” de Álvares de Azevedo os cinco últimos bebedores que estão de pé – Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann – começam a contar as passagens horríveis de suas vidas.

Aos dezoito anos Gennaro era aprendiz de pintor, e vivia na casa de seu mestre. O mestre tinha uma linda filha de quinze anos, chamada Laura, que todas as noites antes de ir dormir dava um beijo na testa do aprendiz. Um bela noite não havia ninguém em casa, exceto por Gennaro e Laura, ele acordou com a mocinha abraçada a ele. O texto que segue é o seguinte:

“O fogo de meus dezoito anos, a primavera virginal de uma beleza, ainda inocente, o seio seminu de uma donzela a bater sobre o meu, isso tudo ao despertar dos sonhos alvos da madrugada, me enlouqueceu…”

Daí comecei a pensar como a situação seria descrita numa linguagem mais coloquial e cheguei no seguinte:

“O cara numa idade em que só pensa em sacanagem, acorda de madrugada com uma gatinha de 15, só de camisola, agarrada nele, e juntando isso com a terrível ereção matinal… Putz, não dava pra não comer!”

Seja como for, todas as manhãs a jovenzinha ia no quarto de Gennaro, mas acaba em tragédia. Pena.

3 pensamentos sobre “Álvares de Azevedo Coloquial

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