Apresentação sobre desenvolvimento em Linux

Um dos grupos da disciplina carinhosamente chamada de “Projetão”, que temos lá no Centro de Informática, resolveu usar a plataforma Maemo para o projeto deles. Como a maior parte da equipe havia tido pouco contato com Linux, fui convidado a fazer uma rápida explanação do ambiente de desenvolvimento Linux. Detalhes e a apresentação aqui.

Bom ver o pessoal do CIn usando plataformas Linux, mas uma pena que a infra-estrutura de lá não ajude em nada. Mas eles já pediram máquinas com Ubuntu ao suporte, veremos o que acontece.

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LogicParser

Fiz o primeiro commit do LogicParser, um programinha que ‘parseia’ expressões lógicas do tipo “!(p1 -> ( p2 & p3))“, que comecei a fazer logo após quase ter desistido da cadeira de Lógica. No período seguinte o professor começou a pedir um projeto do tipo pra galera, embora eu nunca tenha mostrado pra ele. Originalmente tinha uma interface GTK+, mas resolvi fazer um refactor e também aprender coisas básicas sobre projetos de software livre, como, por exemplo, aqueles arquivos README, ChangeLog, etc.
Já fiz o primeiro release, contando com o parser e um exemplo que roda na linha de comando.
Os planos para o futuro são:

  • interface GTK+
  • build com o CMake
  • saída da árvore como PNG e SVG, com o GraphViz
  • internacionalização
  • atribuição de valores e avaliação de expressões (possivelmente 2.0)

Ainda estou definindo uma política de numeração de versões, por hora estabeleci objetivos que quero alcançar e atribuí uma versão para cada um. Fico em dúvida se mudanças menos visíveis ao usuário final, como passar a usar CMake, deveriam entrar como 0.x ou 0.x.y, ou seja, considerar como uma alteração menor.
Dois documentos me ajudaram:

Projeto LogicParser no Google Hosting: http://code.google.com/p/logicparser

Update: mudei de idéia sobre o CMake. Autotools ruleia.

VALIS

Essa é de um email perdido que mandei no meio desse ano numa conversa sobre “o Google estar ouvindo”.

Do livro de ficção científica Neverness[1], de David Zindell [2]:

There is an ecology of information. Stars will die; people and gods will die, but information is conserved. Macroscopic information decays to microscopic information. But microscopic information is eventually concentrated. Nothing is lost. Gods exist to devour information. The lower intelligences sort, filter, concentrate and organize information. And the gods feed.

Agora VALIS[3], de Philip K. Dick[4] (aquele de “Do Androids Dream of Electric Sheep?”[5], que inspirou Blade Runner):

Tractate 31:
We hypostatize information into objects. Rearrangement of objects is change in the content of the information; the message has changed. This is a language which we have lost the ability to read. We ourselves are a part of this language; changes in us are changes in the content of the information. We ourselves are information-rich; information enters us, is processed and is then projected outward once more, now in an altered form. We are not aware that we are doing this, that in fact this is all we are doing.

Tractate 36:
In summary; thoughts of the brain are experienced by us as arrangements and rearrangements – change – in a physical universe; but in fact it is really information and information-processing which we substantialize. We do not merely see its thoughts as objects, but rather as the movement, or, more precisely, the placement of objects: how they become linked to one another. But we cannot read the patterns of arrangement; we cannot extract the information in it – i.e. it as information, which is what it is. The linking and relinking of objects by the Brain is actually a language but not a language like ours (since it is addressing itself and not someone or something outside itself).

A propósito:

VALIS (acronym of Vast Active Living Intelligence System from an American film): A perturbation in the reality field in which a spontaneous self-monitoring negentropic vortex is formed, tending progressively to subsume and incorporate its environment into arrangements of information. Characterized by quasi-consciousness, purpose, intelligence, growth and an armillary coherence.

– Great Soviet Dictionary, Sixth Edition 1992

[1] http://fusionanomaly.net/information.html (Fusion Anomaly! Versão “lado direito do cérebro” da Wikipedia, embora não seja wiki)
[2] http://en.wikipedia.org/wiki/David_Zindell
[3] http://en.wikipedia.org/wiki/VALIS
[4] http://en.wikipedia.org/wiki/Philip_K._Dick
[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Do_Androids_Dream_of_Electric_Sheep%3F
[6] http://fusionanomaly.net/valis.html