Aqui em Recife tem uma rede de lojas chamada Atacadão dos Presentes. É uma daquelas lojas que vende tudo: material de construção, ferramentas, brinquedos, papelaria, equipamento de proteção individual (onde eu passo boa parte do tempo, deve ser alguma perversão porque eu não preciso de óculos pra solda nem máscara de gás) e a prata da casa: coisas inúteis.
Uma das coisas que sempre me chamou a atenção foi a lanterna movida à energia animal: enquanto você ficar apertando o “gatilho” a luz permanece acesa. Suponho que essas coisas autosuficientes fascinem pessoas fissuradas em futuros do tipo Mad Max.
Depois de meu lado depravado sufocar a vozinha medíocre que dizia “gastar com coisa que você não vai usar?!”, levei duas delas pra uma noite de tórrida lá em casa. Daí produzi as fotos pornográficas que seguem:

ela tem uma bateria como fonte de energia opcional embutida. safada!

a engrenagem preta transformam o movimento de apertar o “gatilho” em movimento circular transferido pro dínamo gerador de energia (a coisa branca)

agora tudo espalhado e o dínamo todo arreganhado

testando sem a bateria de lítio (pra saber se era opcional mesmo — depois das olimpíadas confio ainda menos nos chineses (exceto o Confúcio)).
O multímetro diz que estou gerando 250mV
E fica melhor! Vídeos pr0nográficos:
girando o dínamo com o dedo
medindo a tensão com o multímetro
É bem legal essa lanterninha, perfeita mesmo só se armazenasse energia, mesmo que por pouco tempo. Um capacitor poderia servir.
O exercício físico pra operar a dita me lembrou uma conversa com tia Dany (não essa conversa) sobre que seria muito mais estimulante ir pra uma academia se a energia gasta lá fosse armazenada pra uso posterior. Além de ter noção numérica do que estava fazendo: “hoje gerei 100Wh (ou 360.000 Joules, que na minha cabeça é mais julioverniano; ou ainda, 86kcal) lá na esteira”. Como diz o Salveti, fica a dica nerd/saudável.
Conheci o Scrum aqui no INdT, e tendo sido adotado recentemente a maioria do pessoal ainda está aprendendo. Uma das técnicas do Scrum que chama atenção é a do planning poker, usada para estimar o esforço de uma estória (ou feature, mas estória dá uma idéia melhor). Nos explicaram que o esforço necessário para realizar a tarefa é para ser visualizado como tamanho, não como tempo. Mas era comum nos planejamentos sair frases como “quanto tempo vai levar?”, “acho que fazemos isso numa tarde”, e “não, não, nada de pensar em tempo”. Pra ajudar a me reeducar passei a imaginar que as tarefas eram grandes como elefantes ou pequenas como ratos. Daí pra ficar legal mesmo fiz um baralho de planejamento com imagens de bichos de tamanhos diferentes. Ao contrário dos chatos softwares proprietários quase todo projeto opensource ou de software livre tem um mascote simpático. Daí usei esse zoológico pra construir meu baralho.
A pena é do projeto Apache, que certamente requer um esforço maior e vale mais que 1/2. É isso aí Coxa, estou falando com você. Ele disse “você tá louco?! O Apache 1/2!?”. A idéia é visualizar tamanho, e a pena é o mais leve da lista.
Verdade que nem todas as figuras são de projetos de código aberto. O clipe você deve conhecer e odiar de um softwarezinho proprietário aí. E esse clipe não vale nada, por isso é o zero. O outro personagem é a coruja retardada da interrogação. Essa coruja ficou famosa por causa deste poster motivacional:
Ela é incrível e somos todos grandes fãs aqui no INdT. Não há ninguém melhor pra ilustrar a carta “não faço a menor idéia do esforço disso”.
Agora alguns dados técnicos e a chatice legal. Fiz o baralho com o Inkscape e a fonte usada foi a Purisa (parte do pacote ttf-thai-tlwg no Debian/Ubuntu). A licença pro baralho é a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial.
As licenças de cada uma das imagens podem ser encontradas em seus respectivos sites. Duvido muito que você queira checar, mas vou colocar os links pros projetos (ou entradas na Wikipedia) assim mesmo.
- 1/2: Apache
- 1: Cairo Graphics
- 2: OpenBSD
- 3: Baby Tux
- 5: FoxKeh
- 8: Tux
- 13: GNU
- 20: PostgreSQL
- 40: FreeDOS
- 100: Mozilla
Como a maioria dos posters motivacionais a coruja retardada é domínio público. Assim espero.
Não deu pra descobrir qual a licença do clipe idiota, mas se alguém reclamar deixo só os olhos dele e mando os membros pra sua família em Redmond.
As some of you already know Lauro Venâncio maintains a version of qemu with a set of patches that provides arm-eabi compatibility (which is needed if you want to build/use PyMaemo in Scratchbox). He does so because many of these patches where not yet accepted upstream and the world can not wait.
The version of qemu-arm-eabi in the sourceforge repository included the full source of qemu from its cvs with the patches already applied. Since the qemu source was a bit old (the current version uses svn) I spent some time updating Lauro’s qemu-arm-eabi. Now the sourceforge repository includes only the patches and a script to checkout qemu source from its own svn and apply the patches with quilt. There are also scripts to build and install the qemu-arm-eabi in scratchbox.
But nobody expects that a new bug would crawl in. When running a program through fakeroot and that program tries to call popen libfakeroot will not be found. I find out that the problem was in the fakeroot-tcp script that was using ‘,’ as separator in the environment variable SBOX_PRELOAD. This works with the qemu versions provided by scratchbox, but not with our patched version. I take a look at the scratchbox patches and other places for the source of the problem and found nothing. Since my time to deal with this was limited I just changed ‘,‘ to ‘:‘ in fakeroot-tcp. This worked fine when you do “fakeroot ./progthatusespopen” but Jesus couldn’t do a “dpkg-buildpackage -rfakeroot“. Caio (from Canola fame) solved this by removing the separator and the second item of the SBOX_PRELOAD variable.
The fix described is not the best but works for now. If you have any idea on how to solve this in a proper way your help is appreciated.
Instructions on how to install in the qemu-arm-eabi wiki.
Numa das tardes do treinamento de Scrum meu subconsciente processava umas paradas da conversa sobre metafísica que tive com o dandrader pela manhã. Daí essa frase se formou e foi parar num postit:
“The bidimensional creature can only see a slice of the tridimensional zebra.”
O Alisson catou o papel e levou a frase pra uma discussão na hora do intervalo na beira da piscina. Minha intenção não era essa, mas pelo que os caras discutiram até agora a dita frase vertida para o português brasileiro de Recife ficaria assim:
“Aí gata, vamo lá em casa pra eu te mostrar minha coleção do Carl Sagan.”
Ainda nesse espírito, o Thiago ensinou uma outra frase que, segundo ele, pode bloquear as sinapses do cérebro feminino por alguns segundos, tempo suficiente pra o sujeito trabalhar no sentido de agir. Eis a frase:
“Você já ouviu Harvest of Sorrow do Metallica?”
Ele falou que é infalível. E sobre a zebra, deixo pra elaborar a causa num outro dia que passar a tarde comendo grãos de café.
Chega um momento que mesmo uma AK-47 tem de ir pro Cemitério dos Dragões. Mesmo canibalizando peças (valeu Etrunko!) minha fiel arma estava capengando, meio surda e mais pra lá do que pra cá.
Mas eis que descubro que existe um upgrade! Nokia 1208! Minha primeira dúvida: teria sido um upgrade afrescalhante? Não senhor, tá tudo lá: teclado de película, mostra hora e data quando em repouso, e a imprescindível lanterna! Essa ainda mais potente e focada; na verdade se focar mais um pouco vira um raio laser.
Menor, mais leve e vestida de Batman!
O dandrader protestou logo que a tela era colorida, e tal e coisa, mas não se deixe enganar, ainda é um aparelho espartano. Pelo menos a primeira queda foi um sucesso.
Fim de semana passado estava feliz vendo minha filhota quando de repente ela grita espantada: “O peixe morreu! A culpa é minha, esqueci de dar comida pra ele!”
O falecido era uma beta azul, que agora deve estar num ringue de vidro lá no céu. Me dei conta que a dona havia se evadido do local. Eu chamo e ela vem com a mão tampando a visão do lado do defunto. “Eu não quero ver o peixe…”, a coragem falta e ela corre de volta pro esconderijo. “Tira ele daí!”, e eu “Vem, tou aqui, não precisa ter medo.”, “Tira!”. “Tá, vou levar o cadáver pra longe.”
Foi então que ela perguntou com um tom de voz diferente, de uma curiosidade enorme: “Cadáver? O que é um cadáver?”. “É um corpo morto. Esse peixe morto é o cadáver do peixe vivo.”, “Ahhh!” (1 segundo se passa.) “Agora tira ele.”
Contei essa historinha no treinamento de Scrum e a Patrícia fez esse desenho muito legal:
Essa é uma das 1 bilhão e 1 coisas que se aprende sobre crianças: elas são umas esponjas, se tiver algo novo elas esquecem qualquer outra coisa pra consumir a novidade. Então, se estiver perto dessas formas de vida não seja mão de vaca com informação, nem se comunique no estilo “mim adulto você cuti cuti”. Faça como Einstein disse: “Mantenha simples; tão simples quanto possível, mas não simplório“.
E sobre informação, não esqueça que esse prato é melhor servido acompanhado de alguma carga emocional.




















