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	<title>Head Like a Hole</title>
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	<description>Todo dia tirando a mim mesmo da minha própria cartola.</description>
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		<title>Viva Las Vegas!</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 04:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o sujeito fica velho pensar no passado consome boa parte do tempo que ainda resta. Nesse meu último aniversário comecei a lembrar da época que era milionário, explorava minha e apostava tudo no vermelho 36. Eu devia ter uns 11 anos.

Quando era pirralho alguém da minha rua (e &#8220;minha rua&#8221; aqui significa todas as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=476&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quando o sujeito fica velho pensar no passado consome boa parte do tempo que ainda resta. Nesse meu último aniversário comecei a lembrar da época que era milionário, explorava minha e apostava tudo no vermelho 36. Eu devia ter uns 11 anos.</p>
<p align="center"><img title="Las Vegas" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/09/lasvegas.png" alt="Las Vegas" /></p>
<p>Quando era pirralho alguém da minha rua (e <em>&#8220;minha rua&#8221;</em> aqui significa todas as ruas ao redor até as bordas do cemitério, que às vezes era incluído no território) teve a genialíssima idéia de inventar o dinheiro! Da mesma forma que alguém decidiu que um metal amarelo brilhante aparentemente inútil (eles não tinham processadores naquela época) valia mais que muitas vidas humanas, nós crianças decidimos que carteiras vazias de cigarro valiam algo. Lembro mais ou menos da escala: Hollywood valia 5 (tinha um cigarro bem ruinzinho que valia 1), Carlton valia 10, Camel e Marlboro eram 50, e um outro lá que todos chamavam de <em>&#8220;capa preta&#8221;</em> valia 100 (uma nota preta!). Quanto mais bling mais valor.</p>
<p>A senhora minha mãe é fumante antiga, acho até que tragava líquido aminiótico pelo cordão umbilical (por falar nisso, ela jura que não fumou na gravidez, mas não consigo acreditar nela porque isso explicaria muita coisa), e eu como mau filho que era estimulava seu vício pra pegar as carteiras vazias. O problema é que ela só fumava Hollywood o que me garantia uma renda muito baixa. Os moleques Bicho Solto eram mais empreendedores, andavam pelos bares e pelas ruas mais agitadas e faziam verdadeiras fortunas. Eu tinha de me contentar em andar olhando as sarjetas e ir pra casa às 9. Eu era classe média. Sim, a parte sobre ser milionário foi uma mentira pra prender sua atenção.</p>
<p>Mesmo todo esse dinheiro de carteiras de cigarro não podia comprar o mais reles chiclete, além de nossas necessitades básicas serem plenamente atendidas pelos pais. Então, o que nos restava fazer com o dinheiro? Ver quem era o mais rico é uma das primeiras coisas pra fazer num grupo de pessoas com dinheiro em excesso. Não tínhamos um top 100 da Forbes, mas Moacir era sem sombra de dúvida nicotinicamente podre de rico, tinha até carteira de cigarro importado. Todos se admiravam. Ele era o cara mais de rua que podia existir, e também era muito doido, do tipo Forrest Gump (me lembro agora da história de como ele ficou comovido quando meu primo o levou no puteiro &#8212; mas isso aqui não é mil e uma noites, então vamos voltar à história). E claro que foi Moacir, bilionário <em>entrepreneur</em>, que nos levou pro próximo nível das pessoas com dinheiro e sem ter com que gastar: o jogo!</p>
<p align="center"><img title="Roleta" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/09/roulette.png" alt="Roleta" /></p>
<p>Moacir passou a andar com uma caixa, que desdobrada bem embaixo da luz de um dos poucos postes da grande ladeira no fim da rua, se tornava um cassino completo. Não exatamente completo, não tínhamos cartas, mas os dados e a roleta estavam lá pra quem quisesse apostar. <em>&#8220;Derby?! Pode ir tirando esses couros-de-rato daqui que a aposta é alta: Carlton pra cima!&#8221;, &#8220;Porra, Moacir, aceita aí meus Hollywoods que ainda tá valendo.&#8221;, &#8220;Tá, tá, tá, então aposta logo essa miséria!&#8221; </em>Cara, perdi tantos Hollywoods, mas foi melhor assim, em troca aprendi uma importante lição vendo Moacir enriquecer e todos os outros ficando pobres: no fim a casa leva.</p>
<p>Só tem um nível que nós ricaços das carteiras de cigarro não alcançamos: as putas. Nunca apareceu uma menina pra dançar no meio-fio do lado do cassino me permitindo colocar minhas carteiras vazias de Hollywood (provavelmente eu economizaria botando umas de Derby) na sua enorme calcinha de algodão.</p>
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		<title>Prince of PySide</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 22:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-464" title="princeofpyside" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/09/princeofpyside.png?w=600&#038;h=367" alt="princeofpyside" width="600" height="367" /></p>
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		<title>Shiboken</title>
		<link>http://setanta.wordpress.com/2009/08/31/shiboken/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 15:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Last week PySide was launched, the team was glad to see the project finally go public and receive the community feedback, be it positive, negative or both. Many questions arose, like &#8220;Why duplicate efforts?&#8221; Well, I can&#8217;t say much more than what is already answered on PySide FAQ. For us (the team) the fact is [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=449&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Last week <a title="PySide" href="http://www.pyside.org">PySide</a> was launched, the team was glad to see the project finally go public and receive the community feedback, be it positive, negative or both. Many questions arose, like <em>&#8220;Why duplicate efforts?&#8221;</em> Well, I can&#8217;t say much more than what is already answered on <a title="FAQ - PySide" href="http://www.pyside.org/faq/">PySide FAQ</a>. For us (the team) the fact is that we had a task to accomplish and must perform it the best we can. That said, allow me to remind you that this is my personal blog and many of the views here written are my very own cherished opinion.</p>
<p>The other question that we&#8217;re waiting for, and my personal favorite, was <em>&#8220;Why Boost.Python?&#8221;</em>. Though one. First of all, <a title="Boost" href="http://www.boost.org/">Boost.Python</a> eases very much the creation of C++ libraries bindings for Python. How to infer which method signature to call based on the Python arguments passed to the method wrapper? Boost.Python will take care of it. Inheritance? Type conversion (in opposition to type wrapping)? You bet: Boost.Python will take care of all this for you. The feature full Boost.Python gave us a great kick start and at first we progressed very fast. Occasionally some strange bug appeared and took some time to figure out the problem through the jungle of template error messages. Part of the job anyhow, and after that: fast pace again.</p>
<p>At some point somebody checked the size of the produced binary modules. <em>&#8220;Hey guys, is that correct?&#8221;</em>, <em>&#8220;Ah, just strip the file.&#8221;</em>, <em>&#8220;Still huge.&#8221;</em>, <em>&#8220;Holy cow&#8230;&#8221;</em>. Next task: size reduction. Some redesigns reduced a good deal of megabytes, g++ flags were also helpful, but these things weren&#8217;t enough. Then a new idea: <em>&#8220;Let&#8217;s try it with the Intel C++ compiler and see what gives.&#8221;</em> It gave binary modules with feasible sizes. Good, but the test just proved that it was <strong>possible</strong> to achieve the reductions. Besides, there were still other new ideas to try, and the fact that as soon as the project was launched the community would step in and say <em>&#8220;I had this size problem with Boost.Python before. Here is how I solved it&#8230;&#8221;</em>. (Which reminds me how limited, communication wise, a project is in its non-open phase. And don&#8217;t point your finger, mister &#8212; for every open source project has it&#8217;s non-open phase, even in your head!)</p>
<p>Part of the team was growing skeptical about the size reduction problem. Why not to try <a title="CPython" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cpython">CPython</a> code generation right now? Well, some say you can&#8217;t change the plane&#8217;s motor while flying, and this is true. Feature wise we were almost there and the reduction was possible. Also some of us had mixed feelings about CPython. In a past project a comparison was made about writing bindings with different technologies, including CPython, to check for speed, size and the burden imposed on the developer. At the end the guy with CPython had good numbers (not stunningly better than the others, at least for the case that mattered back then), but his personal impression was that he was suffering the <a title="Stockholm syndrome" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stockholm_syndrome">Stockholm syndrome</a>: he knew CPython abused him, but he developed a bond with his kidnapper.</p>
<p>Still, almost every one started personal (and voluntary, aka <em>&#8220;made at home&#8221;</em>) experimentation with different CPython generators (even a ctypes one!), and in the end all the ideas (including the ones from the Boost.Python generator) were merged into a single CPython generator, called <strong>Shiboken</strong>.</p>
<h1>Shiboken</h1>
<p>Before going on with this, allow me to explain that <strong>Shiboken</strong> means absolutely nothing. Not buddhist void, I just mean that the word <strong>Shiboken</strong> has no meaning attached to it. Except, of course, <em>&#8220;generator of CPython based binding code for C/C++ libraries&#8221;</em>.</p>
<h1 id="firstHeading" style="text-align:center;">死</h1>
<h1 id="firstHeading" style="text-align:center;">某</h1>
<h1 id="firstHeading" style="text-align:center;">剣</h1>
<p style="text-align:center;"><em>Disclaimer: I don&#8217;t know a thing about Japanese language and the above kanjis are just something that I <a title="Shi" href="http://en.wiktionary.org/wiki/%E6%AD%BB">found</a> <a title="Bo" href="http://en.wiktionary.org/wiki/%E6%9F%90">at</a> <a title="Ken" href="http://en.wiktionary.org/wiki/%E5%89%A3">wikitionary</a> to match the sounds of Shiboken. Forgive me, <a title="Lauro Moura's blog" href="http://lauro.wordpress.com/">Lauro</a>. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p>The conspirators&#8217; plan was to develop the alternative generator to a point that could generate PySide bindings that pass all our unit tests, run the apps, etc, thus beign able to replace the Boost.Python front-end. For PySide users, i.e. Python programmers, the replacement would bring no impact, since the API should remain the same. The Shiboken generator is based on the same principles of the Boost.Python one: built using the <a title="API Extractor" href="http://www.pyside.org/home-binding/api-extractor/">API Extractor</a> library, how the C++ library should be exported to Python is described on a <a title="The API Extractor Type System" href="http://www.pyside.org/docs/apiextractor/typesystem.html">Type System</a> file, and so on.</p>
<div id="attachment_450" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-450" title="Shiboken Generator" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/shibokengenerator.png?w=600&#038;h=131" alt="Shiboken Generator" width="600" height="131" /><p class="wp-caption-text">The power of Lego-fu!</p></div>
<p>When Shiboken reached a point that we&#8217;d think was good enough to start working with it at work, we presented it to our bosses and the green light was given. The Boost.Python generator will continue as the tool to generate the official PySide bindings, but with the parallel efforts we hope that Shiboken takes its place, the size reduction is achieved, and the <a title="Occam's razor" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Occam%27s_razor">Occam&#8217;s razor</a> cut off the unnecessary entities.</p>
<div id="attachment_451" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-451" title="noboostqtarch" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/noboostqtarch.png?w=350&#038;h=220" alt="noboost" width="350" height="220" /><p class="wp-caption-text">Occam&#39;s razor demands that Boost.Python go</p></div>
<h1>C/C++ Bindings</h1>
<p>Another fix that we aim to achieve with Shiboken is to allow non-Qt C++ and C libraries to be wrapped with the generator scheme. The problem with the current Boost.Python generator is that even a non-Qt library wrapped with it will depend on Qt. Of course this is not the best we can do, but the fixing task had low priority since the PySide bindings are the main target of the work. For Shiboken we make it library agnostic from the start, specially because we do not get our chances trying to wrap the whole Qt from start: a test library with all the problems that could arise was made and is the source of all Shiboken unit tests.</p>
<h1>Shiboken Features Worth Noting</h1>
<p>Abandoning Boost.Python means abandoning some features already provided by it. One that is worth mentioning is the decision of which signature of a method should be called depending on the Python arguments passed on the call. For this to work we have to write a decisor that progressively checks the argument types until the correct signature is found. Just this? Of course not, the binding developer can use the Type System description to remove method signatures, remove/change the type of its arguments, even remove/change/set its default values! The method call decisor must take everything into account.</p>
<div id="attachment_452" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/overloaded.png"><img class="size-full wp-image-452 " title="Overloaded Method" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/overloaded.png?w=600&#038;h=126" alt="Overloaded Method" width="600" height="126" /></a><p class="wp-caption-text">Debugging a multiple signature method call decisor is easier with the &quot;dumpGraph&quot; method.</p></div>
<p>No Boost.Python also means that would be harder to convert types and containers back and forth between C++ and Python. The template specialization technique was used to solve this one.</p>
<pre>template &lt;&gt; struct Converter&lt;bool&gt; {
  static PyObject* toPython(ValueHolder&lt;bool&gt; holder) {
    return PyBool_FromLong(holder.value);
  }
  static bool toCpp(PyObject* pyobj) {
    return pyobj == Py_True;
  }
};</pre>
<p>Why not generating &#8220;pyobj == Py_True&#8221; directly, you say? The above code scales better, since it will be the same for types that are composed of some primitive types inside containers inside containers, etc. Besides, the compiler could be counted on to inline short methods.</p>
<h1>&#8220;They have a plan&#8221;</h1>
<p>Right now Hugo (from <a title="PySide" href="http://www.pyside.org/">PySide</a> fame) started working on generating bare QtCore bindings without QObject and signals, then go to QObject. After that we should solve the signals problem, re-write the pieces of custom code and so on. I think after QtCore is completely done we can make a comparison with the one produced by the Boost.Python generator and see if the whole Shiboken idea can stand to its promise. The best should win for the honor and glory of open source.</p>
<p>We encourage everyone interested in the creation of Python bindings for C++ libraries to test Shiboken, report problems (we now have a component on <a title="OpenBossa" href="http://web.openbossa.org/">OpenBossa</a> <a title="Bugzilla - OpenBossa" href="http://bugs.openbossa.org">bugzilla</a>!), and tell us if something is missing for your library to work. Patches are always welcome as usual. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Shiboken</strong> on gitorious: <a title="Shiboken on Gitorious" href="http://qt.gitorious.org/pyside/shiboken">http://qt.gitorious.org/pyside/shiboken</a></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/setanta.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/setanta.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/setanta.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/setanta.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/setanta.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/setanta.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/setanta.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/setanta.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/setanta.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/setanta.wordpress.com/449/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=449&subd=setanta&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cryptonomicon</title>
		<link>http://setanta.wordpress.com/2009/08/23/cryptonomicon/</link>
		<comments>http://setanta.wordpress.com/2009/08/23/cryptonomicon/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 03:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo que terminei de ler Cryptonomicon, do Neal Stephenson, fiquei protelando escrever algo sobre o livro, mas seria injusto não falar uma coisa ou outra sobre ele. Vamos ver o que ainda tenho na cabeça.

O livro é um tijolo de papel que vale cada árvore. Novecentas e tantas páginas onde o escritor não tem a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=439&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Logo que terminei de ler <strong>Cryptonomicon</strong>, do Neal Stephenson, fiquei protelando escrever algo sobre o livro, mas seria injusto não falar uma coisa ou outra sobre ele. Vamos ver o que ainda tenho na cabeça.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-440" title="stephenson_cryptonomicon_html_49ffa56a" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/stephenson_cryptonomicon_html_49ffa56a.jpg?w=150&#038;h=100" alt="stephenson_cryptonomicon_html_49ffa56a" width="150" height="100" /></p>
<p>O livro é um tijolo de papel que vale cada árvore. Novecentas e tantas páginas onde o escritor não tem a menor vergonha de meter um gráfico de sino (aquele da probabilidade) ou um pequeno script perl. Mais ainda, Stephenson coloca tudo de uma forma que em vez de achar difícil você se sente mais inteligente (+2 na Int enquanto o livro estiver aberto).</p>
<p>A história se desenvolve em duas épocas: a Segunda Guerra Mundial e o Tempo Presente (anos 90, na verdade). Alguns personagens dos tempos mordernos são descendentes ou versões mais velhas de personagens da época da guerra. Outros personagens são reais (ou representações romanceadas de pessoas reais), como <a title="Alan Turing" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alan_Turing">Alan Turing</a> e o <a title="Douglas MacArthur" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Douglas_MacArthur">General MacArthur</a>, que era muito figura. O livro alterna a narrativa entre as duas épocas, o que me deixou o tempo todo pescando pistas de todas as formas que o passado poderia influenciar o presente.</p>
<p>Não é segredo que o principal tema do livro é criptografia. Na parte da estória ambientada no passado são apresentados vários temas modernos da matemática. Não de forma didática, mas pelos olhos de quem estava descobrindo as novidades com a empolgação de um explorador do ártico. Lawrence Pritchard Waterhouse, amigo pessoal de Alan Turing, é uma dessas pessoas com o cérebro tão embriagado pela matemática que é normal ter epifanias geniais qualquer que seja a situação. Quando a guerra começa a esquentar Waterhouse está num navio em Pearl Harbor como músico da bandinha. Tendo sobrevivido aos eventos conhecidos, ele é inesperadamente descoberto como matemático über-cracker extraordinaire, promovido à oficial e mandado pra quebrar códigos nazistas em <a title="Bletchley Park" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bletchley_Park">Bletchley Park</a> e outros lugares.</p>
<p>Enquanto isso, nos tempos modernos, Randy Waterhouse, neto de Lawrence, é um hacker e empreendedor tentando, juntamente com seus amigos e sócios, criar um <a title="Data Haven" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Data_haven">Data Haven</a> numa ilha do Pacífico. E caçar tesouros.</p>
<p>Nesse ponto eu dou uma parada no post tipo &#8220;resenha&#8221; e mudo pra post tipo &#8220;vou fazer como quiser&#8221;.</p>
<p>O livro tem vários personagens legais, mas vou me fixar nos Waterhouse e nas minhas situações preferidas. E em Enoch Root, claro.</p>
<p>Enoch Root é um padre que aparece nas duas épocas, praticamente inalterado. Randy define ele como um Mago. Randy também se define como um Anão e outras pessoas como Hobbits. Essas comparações de pessoas com personagens das histórias de Tolkien e RPGs sempre me arrancavam um sorriso de satisfação &#8212; isso é algo que faço com muita freqüência (designers são Elfos, desenvolvedores são Anões).</p>
<p>Avançando um pouco, Randy é trancafiado numa cadeia em algum lugar pelas Filipinas. Enoch Root arruma um jeito de ser preso na cela do lado. Lá rola um diálogo que é o meu preferido no livro: Enoch Root explicando que os alemães perderam a WW2 por serem seguidores de <strong>Ares</strong> e os Aliados venceram por serem seguidores de <strong>Atena</strong>. Ele começa questionando pra quê os gregos precisavam de dois deuses da guerra. Eles não são exatamente iguais. Ares é a pancadaria, a carnificina e a destruição &#8212; o cara é um psico. Atena é diferente, começando que ela nasceu da cabeça de Zeus. E ela não é deusa só da guerra, ela é deusa da estratégia e, mais importante, da tecnologia. A marcha de destruição alemã não era apenas física, eles atacaram desde as artes até a por eles chamada <em>&#8220;ciência judaica&#8221;</em>. Eles tocaram Einstein (ele faz uma pontinha no livro) pra fora de lá, só pra citar um. Os aliados, pelo contrário, recebem a leva de cientistas fugidos e ainda proveem o habitat natural deles: um lugar para pensarem livremente (mais uma boa verba de pesquisa). Enoch Root elabora esse ponto melhor que eu (leia o livro), mas poderia resumir assim: <em>&#8220;Smart guys have better guns&#8221;</em>.</p>
<p>Waterhouse avô é meu personagem preferido, as situações são ótimas. Ele alterna períodos de intenso trabalho intelectual com luxúria desesperada que geralmente o leva pros serviços das moças da rua da luz vermelha. Waterhouse chega a fazer um gráfico da variação de concentração ao longo do tempo: o <em>&#8220;horniness index&#8221;</em>. Os períodos de tranqüilidade após um <em>&#8220;manual override&#8221;</em> eram sempre mais curtos que os que seguiam a ida às putas (ele é um marinheiro afinal de contas). Achei esse gráfico muito mais legal que o computador que ele inventou baseado num órgão de igreja.</p>
<p>Talvez não tão legal quanto quando Waterhouse percebe na beira da praia que toda a existência envia sinais criptografados para todos os lados, e se pergunta que informações estão codificadas na freqüência das ondas.</p>
<p>O livro é grande, com seqüências de ação, sagacidades, drogas, putarias, discussões filosóficas, heroísmo, códigos, quebra de códigos, submarinos, jatos, nazistas, nerdices, dinheiro, tesouros, mais códigos, e as missões para corrigir a curva do sino realizadas pelo destacamento 2702 (originalmente chamado destacamento 2701, mas esse número dava muito na vista, sendo ele o produto dos números primos palíndromos 37 e 73 &#8212; suspeitíssimo!). Se você quiser ler e completar as enormes lacunas dessa sombra de lembrança de resenha, então corra. Se está difícil conseguir o volume tem esse <a title="Cryptonomicon" href="http://www.kulichki.com/moshkow/INOFANT/STEFENSON/cryptonomicon_engl.txt">link</a> de um dos maiores Data Havens do mundo: a mãe Rússia. спасибо!</p>
<p style="text-align:center;"><img title="stephenson_cryptonomicon_html_46ae2806" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/stephenson_cryptonomicon_html_46ae2806.jpg?w=408&#038;h=208" alt="stephenson_cryptonomicon_html_46ae2806" width="408" height="208" /></p>
<p>P.S.: e um valeu pro Marcio pelo livro.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/setanta.wordpress.com/439/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/setanta.wordpress.com/439/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/setanta.wordpress.com/439/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/setanta.wordpress.com/439/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/setanta.wordpress.com/439/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/setanta.wordpress.com/439/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/setanta.wordpress.com/439/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/setanta.wordpress.com/439/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/setanta.wordpress.com/439/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/setanta.wordpress.com/439/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=439&subd=setanta&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>PySide</title>
		<link>http://setanta.wordpress.com/2009/08/22/pyside-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 21:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Python]]></category>
		<category><![CDATA[Qt]]></category>
		<category><![CDATA[QtLabsAmericas]]></category>
		<category><![CDATA[SoftwareLivre/OpenSource]]></category>
		<category><![CDATA[en]]></category>

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		<description><![CDATA[A few days ago the project that I worked on for sometime finally went public: PySide was launched!
And &#8220;what is PySide?&#8221;, you ask me. It is a binding of the Qt4 framework for the Python language created by INdT and Nokia (Moi, tamperelaiset!) under a LGPL license. My team (not that I&#8217;m the owner, &#8220;mine&#8221; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=433&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A few days ago the project that I worked on for sometime finally went public: <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org">PySide</a> was launched!</p>
<p><a href="http://www.pyside.org"><img class="size-full wp-image-420 aligncenter" title="pyside-logo" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/pyside-logo.png?w=199&#038;h=102" alt="PySide - Python for Qt" width="199" height="102" /></a>And <em>&#8220;what is <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org/">PySide</a>?&#8221;</em>, you ask me. It is a binding of the <a title="Qt4" href="http://qt.nokia.com/">Qt4</a> framework for the <a title="Python" href="http://www.python.org">Python</a> language created by <a title="Instituto Nokia de Tecnologia" href="http://indt.org.br/institutional/index.php">INdT</a> and <a title="Nokia" href="http://www.nokia.com">Nokia</a> (Moi, tamperelaiset!) under a LGPL license. My team (not that I&#8217;m the owner, &#8220;mine&#8221; in the sense of <em>&#8220;our not including the listener&#8221;</em> &#8212; I think there is a plural for that in Finnish or Quenya) worked as mad and the launching was smooth: we have a positive reception from the community and the <a title="PySide - LGPL Python bindings for Qt" href="http://www.h-online.com/open/PySide-LGPL-Python-bindings-for-Qt--/news/114039">news</a> <a title="PySide - Nokia-sponsored LGPL bindings to Qt" href="http://eli.thegreenplace.net/2009/08/19/pyside-nokia-sponsored-lgpl-bindings-to-qt/">are</a> <a title="PySide - Nokia-sponsored LGPL Python bindings for Qt" href="http://www.reddit.com/r/Python/comments/9brpf/pyside_nokiasponsored_lgpl_python_bindings_for_qt/">popping</a> <a title="LGPL Python bindings for Qt released" href="http://codeposts.blogspot.com/2009/08/lgpl-python-bindings-for-qt-released.html">up</a> <a title="PySide: Python for Qt" href="http://www.osnews.com/story/22019/PySide_Python_for_Qt">everywhere</a>.</p>
<p>And we give not only the fish but also the fishing rod: the binding <strong>generator</strong> was also made available. But what is the importance of this? Since the news was given, the explanation follows.</p>
<p>But before I continue, pay attention to the little <em>Prince of Persia</em> like bottle on the <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org/">PySide</a> logo. This nice image is a branding used in projects from the <a title="Qt Labs Americas" href="http://qtlabs.openbossa.org/en/">Qt Labs Americas</a>.</p>
<h1>The Bindings</h1>
<p>The main motivation to start the <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org/">PySide</a> project was to provide Python bindings of the Qt4 library under a LGPL license, to follow the very own Qt4 LGPL license offer from Nokia. Many possibilities on how this should be done where analysed, and before this sentence start an endless technical discussion I must say that all the options have strengths and weaknesses, but aren&#8217;t that much different. In the end it was a mix of right-tool-for-the-job, team&#8217;s acquaintance with the technologies involved and personal taste. Just to mention a personal favorite, I really appreciate <a title="Smoke" href="http://techbase.kde.org/Development/Languages/Smoke">Smoke</a>. In the end we choose to alter an existing binding generator (more on this later) and use <a title="Boost" href="http://www.boost.org/">Boost.Python</a> as the middle-man to talk to <a title="CPython" href="http://en.wikipedia.org/wiki/CPython">CPython</a> API. To express this with colored boxes this is <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org/">PySide</a> right now:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="PySide architecture with Boost.Python" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/boostqtarch.png?w=350&#038;h=220" alt="PySide architecture with Boost.Python" width="350" height="220" /></p>
<h1>The Generator</h1>
<p>Writing bindings for a library so massively huge as Qt is a task&#8230; no, it&#8217;s not a task, it is a punishment. Beign reasonable people as we are, a previous research has been made and we opt to adapt the code from <a title="QtScriptGenerator" href="http://qt.gitorious.org/qt-labs/qtscriptgenerator">QtScript Generator</a>,which is a fork of the <a title="Qt Jambi" href="http://qt.gitorious.org/qt-jambi">Qt Jambi&#8217;s Generator</a>, and both are binding generators for QtScript and Java, respectively. They&#8217;re developed by Trolltech (when it was called Trolltech).</p>
<p>The binding generation scheme works like this:</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-422 aligncenter" title="Binding Generator Scheme" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/generator.png?w=510&#038;h=170" alt="Binding Generator Scheme" width="510" height="170" /></p>
<p>The <strong>global.h</strong> file includes all headers (or at least the desired ones) from the library beign wrapped, and is also used to define (and undefine) preprocessor macros. <strong>typesystem.xml</strong> files contains descriptions of how the library should be exported to the target language and other semantic information: rejeted classes, renames methods, types to be converted, which methods move object ownership from Python to C++ and the otherway around, and specifies where handwritten code for special cases should be inserted. If there is no need for changes, this XML will be a simple list of classes, enums and functions.</p>
<p>Notice that we not only forked the QtScript Generator, we also converted it from an monolithic application to a <strong>library + front-end generator </strong>scheme. And here is another picture to show the idea:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-424" title="BoostPythonGenerator" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/boostgenerator1.png?w=510&#038;h=111" alt="BoostPythonGenerator" width="510" height="111" /></p>
<p>Theoretically the projects from where we derived code could be changed to use the <a title="API Extractor" href="http://www.pyside.org/home-binding/api-extractor/">API Extractor</a> and share this code base (and bugs, and fixes, and improvements). Nevertheless this will not be that straightforward, since we have made a number of changes to the <a title="The API Extractor Type System" href="http://www.pyside.org/docs/apiextractor/typesystem.html">typesystem format</a>, from simple things like tag renaming (mostly changing <em>&#8220;java&#8221;</em> to <em>&#8220;targetlang&#8221;</em>) to more complex things that I&#8217;ll not exemplify here. Besides that, one could write front-ends that use <a title="API Extractor" href="http://www.pyside.org/home-binding/api-extractor/">API Extractor</a> to generate things other than bindings: class diagrams with GraphViz, statistics, something-that-i-did-not-thought-about.</p>
<p>Now for the not so beauty part. In a perfect world the C++ to Python binding generator could generate bindings for any C++ library, although, in the way it is right now the generator is useful <strong>only</strong> for Qt based libraries. Shame on us! Anyhow, taking into account that our main target was to create Qt bindings and that a beta version of them was released, I suggest you forgive us. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Of course that it is in our plans to solve this and make the generator a useful tool for as many people as possible.</p>
<p>To much information for now! For the time beign <a title="PySide - Downloads" href="http://www.pyside.org/downloads/">download</a>, test, <a title="PySide Bugzilla" href="http://bugs.openbossa.org/">report bugs</a> and enjoy. And, if you&#8217;re feeling social, go to  <strong>#pyside</strong> channel on FreeNode and subscribe to the <a title="PySide mailing list" href="http://lists.openbossa.org/listinfo/pyside">mailing list</a>. Everybody is welcome.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:599px;width:1px;height:1px;">Bugzilla</div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/setanta.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/setanta.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/setanta.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/setanta.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/setanta.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/setanta.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/setanta.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/setanta.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/setanta.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/setanta.wordpress.com/433/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=433&subd=setanta&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Binding Generator Scheme</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>PySide</title>
		<link>http://setanta.wordpress.com/2009/08/19/pyside/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 22:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Python]]></category>
		<category><![CDATA[Qt]]></category>
		<category><![CDATA[QtLabsAmericas]]></category>
		<category><![CDATA[SoftwareLivre/OpenSource]]></category>
		<category><![CDATA[ptbr]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora sim, chega de trabalhar na moitinha igual contra-regra, o negócio agora é público: PySide foi lançado!

Sim! E o que é PySide, você pergunta? São bindings da biblioteca Qt4 para linguagem Python criados pelo INdT e a Nokia (Moi, tamperelaiset!) sob licença LGPL. Minha equipe (não sou dono dela, minha no sentido de &#8220;nossa sem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=418&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Agora sim, chega de trabalhar na moitinha igual contra-regra, o negócio agora é público: <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org">PySide</a> foi lançado!</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.pyside.org"><img class="size-full wp-image-420 aligncenter" title="pyside-logo" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/pyside-logo.png?w=199&#038;h=102" alt="PySide - Python for Qt" width="199" height="102" /></a></p>
<p>Sim! E o que é <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org/">PySide</a>, você pergunta? São bindings da biblioteca <a title="Qt4" href="http://qt.nokia.com/">Qt4</a> para linguagem <a title="Python" href="http://www.python.org">Python</a> criados pelo <a title="Instituto Nokia de Tecnologia" href="http://indt.org.br/institutional/index.php">INdT</a> e a <a title="Nokia" href="http://www.nokia.com">Nokia</a> (Moi, tamperelaiset!) sob licença LGPL. Minha equipe (não sou dono dela, minha no sentido de <em>&#8220;nossa sem incluir o interlocutor&#8221;</em>) trabalhou feito louca e o lançamento foi uma beleza: tivemos um retorno positivo da comunidade e as notícias <a title="PySide - LGPL Python bindings for Qt" href="http://www.h-online.com/open/PySide-LGPL-Python-bindings-for-Qt--/news/114039">estão</a> <a title="PySide - Nokia-sponsored LGPL bindings to Qt" href="http://eli.thegreenplace.net/2009/08/19/pyside-nokia-sponsored-lgpl-bindings-to-qt/">aparecendo</a> <a title="PySide - Nokia-sponsored LGPL Python bindings for Qt" href="http://www.reddit.com/r/Python/comments/9brpf/pyside_nokiasponsored_lgpl_python_bindings_for_qt/">em</a> <a title="LGPL Python bindings for Qt released" href="http://codeposts.blogspot.com/2009/08/lgpl-python-bindings-for-qt-released.html">toda</a> <a title="PySide: Python for Qt" href="http://www.osnews.com/story/22019/PySide_Python_for_Qt">parte</a>.</p>
<p>E fornecemos não apenas o peixe mas também a vara (na boa): o <strong>gerador</strong> de bindings também está disponível. Mas qual a importância disso? Dada a notícia vou explicar com calma.</p>
<p>Antes de continuar repare na garrafinha de <em>Prince of Persia</em> no logo do <strong>PySide</strong>. É a marca usada em projetos do <a title="Qt Labs Americas" href="http://qtlabs.openbossa.org/">Qt Labs Americas</a>.</p>
<h1>Os Bindings</h1>
<p>O motivo primário da criação do <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org/">PySide</a> foi prover bindings Python da Qt4 sob a licença LGPL, para se alinhar com a oferta da Nokia da própria Qt4. Várias possibilidades de como fazer foram analisadas, e antes dessa frase começar uma discussão técnica infinita, todas as opções tinham pontos bons e ruins, mas não tão diferentes assim. A idéia do <a title="Smoke" href="http://techbase.kde.org/Development/Languages/Smoke">Smoke</a> foi uma das que mais gostamos e vale uma menção. No fim optamos por alterar um gerador de bindings existente (mais sobre isso abaixo) e usar o <a title="Boost" href="http://www.boost.org/">Boost.Python</a> para fazer meio-campo com a API <a title="CPython" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CPython">CPython</a>. Trocando em diagramas coloridos esse é o <a title="PySide - Python for Qt4" href="http://www.pyside.org/">PySide</a>:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="PySide architecture with Boost.Python" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/boostqtarch.png?w=350&#038;h=220" alt="PySide architecture with Boost.Python" width="350" height="220" /></p>
<h1>O Gerador</h1>
<p>Escrever bindings pra uma biblioteca tão massivamente grande quanto Qt é uma tarefa&#8230; não, não é uma tarefa, é uma punição. Pessoas de bom senso que somos demos uma pesquisada por aí e optamos por adaptar o código do <a title="QtScriptGenerator" href="http://qt.gitorious.org/qt-labs/qtscriptgenerator">QtScript Generator</a>, que por sua vez é um fork do <a title="Qt Jambi" href="http://qt.gitorious.org/qt-jambi">Qt Jambi Generator</a>, e ambos são geradores de bindings QtScript e Java, respectivamente, desenvolvidos pela Trolltech (quando ela se chamava Trolltech).</p>
<p>O esquema de geração de bindings funciona assim:</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-422 aligncenter" title="Binding Generator Scheme" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/generator.png?w=510&#038;h=170" alt="Binding Generator Scheme" width="510" height="170" /></p>
<p>O arquivo <strong>global.h</strong> inclui todos os headers (pelo menos os desejados) da biblioteca sendo processada, e também define e desdefine flags do preprocessador. Arquivos <strong>typesystem.xml</strong> são descrições de como a biblioteca deve ser exportada para a linguagem alvo: classes rejeitadas, métodos renomeados, tipos convertidos e, muito importante, códigos escritos à mão para casos especiais e onde eles devem ser inseridos. Se não houver necessidade de alterações esse xml será apenas uma simples lista de classes, enums e funções.</p>
<p>Notem que não apenas forkamos o QtScript Generator, mas a convertemos de uma aplicação monolítica num esquema lib (que chamamos de <a title="API Extractor" href="http://www.pyside.org/home-binding/api-extractor/">API Extractor</a>) + front-end gerador. E mais uma figura pra explicar a idéia:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-424" title="BoostPythonGenerator" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/08/boostgenerator1.png?w=510&#038;h=111" alt="BoostPythonGenerator" width="510" height="111" /> Teoricamente os projetos dos quais derivamos código poderiam ser alterados para usar o <a title="API Extractor" href="http://www.pyside.org/home-binding/api-extractor/">API Extractor</a> e compartilhar essa base de código (e bugs, e fixes, e melhorias). Além disso, o sujeito pode escrever front-ends que gerem outras coisas que não código: grafos de relacionamento entre as classes, estatísticas, algo-que-eu-não-pensei.</p>
<p>Agora a parte não tão bela. Num mundo perfeito o gerador de bindings C++ para Python geraria bindings de qualquer biblioteca C++ para Python, contudo da forma que se encontra agora o gerador serve <strong>apenas</strong> para bibliotecas baseadas em Qt. Grande vergonha! Considerando que o foco era criar o bindings Qt e os lançamos em versão beta, sugiro nos perdoar. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Claro que está nos planos resolver isso e tornar o gerador uma ferramente genérica e útil para mais pessoas.</p>
<p>Informação demais! Por hora, <a title="PySide - Downloads" href="http://www.pyside.org/downloads/">baixem</a>, testem, <a title="PySide Bugzilla" href="http://bugs.openbossa.org/">relatem bugs</a> e aproveitem. E se estiverem se sentindo sociais entrem no canal <strong>#pyside</strong> no FreeNode e assinem a <a title="PySide mailing list" href="http://lists.openbossa.org/listinfo/pyside">lista de discussão</a>.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:599px;width:1px;height:1px;">Bugzilla</div>
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		<title>Bible pr0n</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 20:22:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo isso pra todos aqueles, incluindo a mim (fala, Amin!), que têm tanto receio de serem vistos lendo uma bíblia quanto de serem pegos pela mãe com uma Playboy da Cláudia Ohana na mão esquerda, fato vergonhoso pela mãe, pela outra mão, e ainda pelo gosto bizarro. (Fosse você um adolescente da família Van Helsing [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=390&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Escrevo isso pra todos aqueles, incluindo a mim (fala, Amin!), que têm tanto receio de serem vistos lendo uma bíblia quanto de serem pegos pela mãe com uma Playboy da Cláudia Ohana na mão esquerda, fato vergonhoso pela mãe, pela outra mão, e ainda pelo gosto bizarro. (Fosse você um adolescente da família Van Helsing poderia alegar estudo privado de licantropia pubiana, mas isso ainda não explicaria a estaca na outra mão, que todos Van Helsing sabem se tratar de arma contra vampiros, não com lobis&#8230; seja lá o que for que está escondido embaixo daqueles pêlos.)</p>
<p>Imagino que o parêntese do último parágrafo cobre todo pr0n desse texto.</p>
<p>A repulsa pela a bíblia por parte das pessoas racionais e outros bichos parecidos provavelmente é gerada por causa do que ela e as pessoas que vendem esse peixe representam do que pelo conteúdo. Não vai faltar quem diga quantas mortes, guerras e manhãs de domingo entediantes aconteceram por causa de religião e tudo que lhe é relacionado. Também sobre a irracionalidade que causa nas pessoas e por aí vai. Por compartilhar vagamente dessas opiniões por muito tempo (e por ser importunado pra participar de grupos de estudo bíblicos de quanto em vez) algum mecanismo automático na minha cabeça colocava uma etiqueta de &#8220;anti- ou semi-racional&#8221; em qualquer pessoa segurando um livro preto de letras douradas e lateral das folhas vermelhas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 231px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Roman_Coin_with_Augustus_%28Octavian%29.jpg"><img title="Moeda Romana" src="../files/2009/06/roman_coin_with_augustus_octavian.jpg" alt="Moeda Romana" width="221" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Moeda Romana com Otávio Augusto</p></div>
<p>Então eu esqueço esses problemas e vou ler qualquer outra coisa <em>&#8220;de nível&#8221;</em>, o que é esperado de uma pessoa racional. Vou de <em>&#8220;A Desobediência Civil&#8221;</em> de <strong>Henry Thoreau</strong>. <em>&#8220;Sob um governo que prende qualquer homem injustamente, o único lugar digno para um homem justo é também a prisão.&#8221;</em> É assim que se fala, Thoreau! (Embora eu mesmo não queira ir pra cadeia, e talvez você não tivesse ouvido falar de algo como Carandiru.) Texto vai, texto vem, chega na parte sobre governo, impostos e ele me vem com essa citação:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:left;"><em>Cristo respondeu aos seguidores de Herodes de acordo com a situação deles. &#8220;Mostrem-me o dinheiro dos tributos&#8221;, disse ele; e um deles tirou do bolso uma moeda. Disse então Jesus Cristo: &#8220;Se vocês usam o dinheiro com a imagem de César, dinheiro que ele colocou em circulação e ao qual ele deu valor, ou seja, se vocês são homens do Estado e estão felizes de se aproveitar das vantagens do governo de César, então paguem-no por isso quando ele o exigir. Por­tanto, dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus&#8221;; Cristo não lhes disse nada sobre como distinguir um do outro; eles não queriam saber isso.</em><br />
<a title="A Desobediência Civil" href="http://www.culturabrasil.org/desobedienciacivil.htm">A Desobediência Civil</a></p>
</blockquote>
<p>Muito esperto Jesus, recebeu a bola e devolveu com efeito.</p>
<div id="attachment_394" class="wp-caption aligncenter" style="width: 173px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:RWS-10-Wheel_of_Fortune.jpg"><img class="size-full wp-image-394" title="A Roda da Fortuna" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/06/rws-10-wheel_of_fortune.jpg?w=163&#038;h=270" alt="A Roda da Fortuna" width="163" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">A Roda da Fortuna</p></div>
<p>Depois fui pra <strong>George Orwell</strong>. Tem um ensaio chamado <a title="Politics and the English Language" href="http://www.george-orwell.org/Politics_and_the_English_Language/0.html"><em>&#8220;Politics and the English Language&#8221;</em></a>, onde ele discute como o pensamento de uma sociedade decadente corrompe a língua e como a língua corrompida aumenta ainda mais a decadência. Essa corrupção aparece na forma de textos vagos, usando uma colagem de frases prontas que esconde o que o autor quer dizer (às vezes dele mesmo) e ainda dão umas duas mãos de tinta de respeitabilidade em cima de baboseiras que se ditas claramente seriam rejeitadas no mesmo instante. Num dado momento Orwell mostra um texto claro, com imagens fortes e que passa a idéia básica do autor muito bem:</p>
<blockquote><p><em>I returned, and saw under the sun, that the race is not to the swift, nor the battle to the strong, neither yet bread to the wise, nor yet riches to men of understanding, nor yet favor to men of skill; but time and chance to them all.</em></p>
<p><em>Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. </em>(Tradução de alguém na internet.)<em><br />
</em></p>
</blockquote>
<p>E para demostrar seu ponto de vista reescreve o trecho no que ele chama de <em><em>&#8220;inglês moderno&#8221;</em></em>:</p>
<blockquote><p><em>Objective consideration of contemporary phenomena compels the conclusion that success or failure in competitive activities exhibits no tendency to be commensurate with innate capacity, but that a considerable element of the unpredictable must invariably be taken into account.</em></p>
<p><em>Consideração objetiva de fenômenos contemporâneos compele a conclusão de que sucesso ou fracasso em atividades competitivas não exibe qualquer tendência a ser passível de redução à capacidades inatas, mas que a considerável influência do elemento da imprevisíbilidade deve ser levada em consideração.</em> (Minha tradução.)</p>
</blockquote>
<p>Essa comparação ilustra bem a idéia do ensaio, e o primeiro texto achei excelente (em português e inglês), quem o escreveu deve ter vivido o que dizia, e qualquer um lendo já deve ter passado algo assim. Quero dizer, é o tipo de preocupação com a qual todos podem se identificar. Recomendo duplamente o <a title="Politics and the English Language" href="http://www.george-orwell.org/Politics_and_the_English_Language/0.html"><em>ensaio</em></a>. E também o <a title="Eclesiastes 9" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/ec/9">restante do texto-exemplo</a>.</p>
<div id="attachment_397" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-397" title="holypr0n" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/06/holypr0n.png?w=300&#038;h=251" alt="Holy Pr0n!" width="300" height="251" /><p class="wp-caption-text">Holy Pr0n!</p></div>
<p>Outra coisa que acho legal é literatura inglesa, embora não tenha tempo e memória pra ficar esnobando nos círculos sociais por aí <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> . Teve uma época que trabalhei numa biblioteca de faculdade e um livro encontrado por acaso (todos eram) e devorado (e os detalhes esquecidos. sabe, memória e tals, dammit!) chamava-se <a title="A Literatura Inglesa" href="http://www.atica.com.br/catalogo/?i=9788508058846"><em>&#8220;A Literatura Inglesa&#8221;</em></a> de <strong>Anthony Burgess</strong> (o cara de <strong>Laranja Mecânica</strong> (o autor, não o personagem)). O livro foi escrito como um mastigadão (no bom sentido) de literatura inglesa pra ajudar alunos do Burgess em algum lugar pela Malásia. A prova final de inglês incluía o conhecimento de obras literárias um tanto alienígenas pros caras de lá e o livro adicionava um pouco de contexto histórico. Pra um livro escolar achei esse um dos mais agradáveis de ler (não contando os trechos legais em livros de <em>&#8220;Comunicação e Expressão&#8221;</em>, mas esses acabavam logo e não tinha livraria na minha cidade pra comprar a versão integral) e demoliu uns muros velhos da minha antiga aversão à literatura.</p>
<p>Burgess começa falando das origens da língua, saxões, normandos e tudo mais, até que chega num capítulo sem número entre o 5 e o 6 com o seguinte título: <em>&#8220;Interlúdio &#8211; A Bíblia inglesa&#8221;</em>. E o primeiro parágrafo é o seguinte:</p>
<blockquote><p><em>Vamos examinar muito sumariamente um livro cuja influência sobre a escrita, a fala e o pensamento inglês foi, e ainda é, imansa. A Bíblia não é basicamente literatura &#8211; é o livro sagrado do cristianismo -, mas recentemente vem se afirmando uma tendência crescente para apreciar a Bíblia por suas qualidades artísticas, para vê-la não só como a &#8220;Palavra de Deus&#8221;, mas como uma obra de grandes escritores. Sejam quais forem nossas crenças religiosas, se desejarmos ter uma apreciação integral do desenvolvimento da literatura inglesa, não podemos nos arriscar a negligenciar a Bíblia: seu impacto puramente literário nos escritores ingleses é talvez grande demais para ser medido.</em></p>
</blockquote>
<p>A tradução da Bíblia (agora que tenho sua atenção posso usar o &#8216;B&#8217; maiúsculo sem parecer um carola) para o inglês foi encomendada pelo Rei James I. A tarefa foi realizada (com muito cuidado) por 47 eruditos de 1604 até 1611 (foi muito cuidado mesmo). No final entregaram um texto tão bom que segura audiências até os dias de hoje. Segundo Burguess: <em>&#8220;Não há escritopr que não tenha sido influenciado por ela &#8211; até mesmo escritores como Bernard Shaw e H. G. Wells, apesar de não serem cristãos, acabaram sucumbindo à sua força.&#8221;</em></p>
<p>Outro dia comprei uma King Jame&#8217;s Bible, logo de cara gostei dessa parte (<a title="Genesis 1:2" href="http://kingjbible.com/genesis/1.htm">Genesis 1:2</a>):</p>
<blockquote><p><em>The earth was formless and void, and darkness was over the surface of the deep, and the Spirit of God was moving over the surface of the waters.</em></p>
<p>(<em>E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.</em>)</p>
</blockquote>
<p>Não sei se é tietagem minha com a língua inglesa ou se a versão em português me lembra ser acordado à força no domingo pra continuar dormindo numa posição desconfortável na igreja, mas gosto mais da versão Jamesiana do que a tradução nos parênteses. As palavras em <em>&#8220;formless and void&#8221;</em> e <em>&#8220;darkness was over the surface of the deep&#8221;</em> soam tão bem. E <em>&#8220;the Spirit of God was moving over the surface of the waters&#8221;</em> gera uma imagem mental do <em>&#8220;Espírito de Deus&#8221;</em> sendo uma Jamanta (não o caminhão, ou aquele louco de uma novela esquecida &#8211; o que nos leva a outra tietagem: <em>&#8220;Jamanta&#8221;</em> simplesmente não soa tão bem quanto <em>&#8220;Manta Ray&#8221;</em>).</p>
<div id="attachment_399" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Manta_birostris-NOAA.jpg"><img class="size-full wp-image-399" title="mantaray" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/06/mantaray1.png?w=400&#038;h=274" alt="&quot;Then God said, 'Let there be light'; and there was light.&quot;" width="400" height="274" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Then God said, &#39;Let there be light&#39;; and there was light.&quot;</p></div>
<p>Saindo da literatura e me interessando por eventos recentes. Todos (que pensam) já se perguntaram quanto do terrorismo fundamentalista islâmico é coisa de fundamentalistas, se o islamismo é mesmo violento em seu núcleo, ou se é inerente de qualquer religião, já que elas causam mortes guerras e constrangimento, como quando você é flagrado por seus amigos racionais lendo a Bíblia.</p>
<p>Esse assunto em particular é bem espinhento. Se você se der ao trabalho de procurar vai ter seu saco ou ovários enchidos até o limite com opiniões que vão de um extremo politicamente correto onde tudo é bom, todos são bons, ninguém pode ser ofendido e que mulheres de burka trancadas em casa são felizes do jeito delas, até o outro extremo (lá pelo lado direito) com pessoas que tudo que precisam é uma desculpa pra expulsar/matar/desintegrar os &#8220;alienígenas indesejáveis&#8221; do seu país.</p>
<div id="attachment_401" class="wp-caption aligncenter" style="width: 270px"><a href="http://www.elpais.com/fotografia/periodista/Oriana/Fallaci/imagen/1963/elpdiacul/20080724elpepucul_19/Ies/"><img class="size-full wp-image-401" title="Oriana Fallaci" src="http://setanta.files.wordpress.com/2009/06/orianafallaci.png?w=260&#038;h=260" alt="Oriana Fallaci" width="260" height="260" /></a><p class="wp-caption-text">Oriana Fallaci (foto &quot;emprestada&quot; de El País)</p></div>
<p>Persistindo dá pra encontrar umas pessoas interessantes, como <a title="Wikipédia: Ayaan Hirsi Ali" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayaan_Hirsi_Ali">Ayaan Hirsi Ali</a>, aquela moça da Somália que escapou da família pra Europa e chegou a parlamentar nos Países Baixos. Ou a menos famosa (pelo menos pra mim) <a title="Wikipédia: Oriana Fallaci" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oriana_Fallaci">Oriana Fallaci</a>, que aos 10 anos participou da <strong>Resistência Italiana</strong>, aos 16 era repórter, foi ao Vietnam como correspondente 12 vezes, e por aí vai. Meu episódio preferido é o da entrevista com o aiatolá Khomeini em 1979:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Como é possível nadar com um chador [traje feminino que cobre todo o corpo, deixando apenas os olhos de fora]?&#8221;. A resposta do líder, Oriana escreveu depois no New York Times, foi que ela não era obrigada a usar um, já que se tratava de uma peça de roupa para mulheres islâmicas respeitáveis. A jornalista, então, rasgou seu chador na frente de Khomeini.</em><br />
<a title="Morre a polêmica jornalista e escritora italiana" href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=399MEM001"><span>Morre a polêmica jornalista e escritora italiana</span></a></p>
</blockquote>
<p>Mas o que interessa nesse texto é como ela se define como Ateísta Cristã no livro <a title="Wikipédia: A Força da Razão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_For%C3%A7a_da_Raz%C3%A3o">A Força da Razão</a>. Dizem que o livro em si é tão polêmico que devia vir com um martelo e uma caixa de vidro escrita <em>&#8220;Quebre em Caso de Emergência&#8221;</em>, mas voltemos à afirmação:</p>
<blockquote><p><em>Sou uma Cristã porque gosto do discurso que está nas raízes do Cristianismo. Porque ele me convence. Ele me seduz&#8230; Quero dizer, o discurso concebido por Jesus de Nazaré&#8230; que&#8230; se concentra no Homem. Que adimitindo o livre-arbítrio, clama pela consciência do Homem, nos faz responsáveis por nossas ações. Mestres de nosso destino. Eu vejo um hino à Razão, uma renovação do pensamento claro&#8230; escolha&#8230; a redescoberta da liberdade. A redenção da liberdade&#8230; uma idéia que ninguém jamais teve&#8230; A idéia de um Deus que se tornou Homem&#8230; Que falando de um Criador&#8230; se apresenta como seu Filho e explica que todos os homens são irmãos de seu Filho&#8230; capaz de exercer sua própria essência divina&#8230; pregando a Bondade que é o fruto da Razão, da Liberdade, espalhando o Amor&#8230; Jesus&#8230; como um homem&#8230; aborda o tema do secularismo&#8230; ele impede os covardes que estão para apedrejar a adúltera&#8230; ele ataca a escravidão&#8230; ele luta&#8230; ele morre. Sem morrer pois a Vida não morre. A Vida sempre ressucita, Vida é eterna. E, junto com o discurso sobre a Razão, sobre a Liberdade, este é o ponto que mais me convence&#8230; a negação da Morte, a apoteose da Vida&#8230; sua alternativa é a Não-Existência. E vamos encarar: tal é o princípio que guia e alimenta nossa civilização.</em></p>
</blockquote>
<p>Essa tradução é do único trecho que pude encontrar na internet (sem recorrer a torrents de PDFs) onde Oriana Fallaci elabora essa idéia de Ateísmo Cristão dela. Veio de um artigo de uma revista conservadora norte-americana. Os conservadores provavelmente vão pegar a <a title="Morre polêmica jornalista e escritora Oriana Fallaci" href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360878.shtml">finada</a> como Joana D&#8217;Arc involuntária deles ou sei lá, mas esse é ainda outro problema, que de fato não é meu.</p>
<p>O meu problema é que já escrevi bastante. Preciso pensar como finalizar isso tudo e botar umas figuras legais pra disfarçar a compridez do texto. Opa! Falei isso em voz alta?!</p>
<p>A conclusão não sagaz é o bom e velho <em>&#8220;não julgue o livro pela capa&#8221;</em> que o He-Man diria num final de episódio. Pensando mais um pouco dá pra perceber (eu pelo menos) que tomamos muita coisa como garantida, como esperar um comportamento decente por parte dos assim chamados Outros (citação obrigatória do Luck (não Luke): <em>&#8220;Não se preocupe com os outros, tem muitos mais de onde esses vieram.&#8221;</em>), ou que a civilização (no sentido de educação e respeito, não no sentido de eletrônicos chineses feitos por trabalhadores sem assistência social) brotou de grátis do nada como o mundo que o Grande Deus Jamanta tirou do vácuo. Bom, tem uma meia dúzia de idéias que fazem sua vida não tão ruim quanto a da galera num filme de Mad Max que, dentre outros lugares, veio da Bíblia. Por exemplo: <em>&#8220;E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.&#8221;</em>, Lucas 6:31; ou <em>&#8220;And as ye would that men should do to you, do ye also to them likewise.&#8221;</em>, Luke 6:31. Então se me encontrarem lendo uma Bíblia por aí lembre de tratar os outros como gostaria de ser tratado e não me encha o saco. Aliás, sinta-se livre pra tratar os outros direito (estou levando em consideração que você não é masoquista), quer saber, pra ficar mais fácil ainda: deixe-os em paz. Do que estamos agora pra isso já seria uma grande melhora.</p>
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			<media:title type="html">Moeda Romana</media:title>
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			<media:title type="html">A Roda da Fortuna</media:title>
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			<media:title type="html">holypr0n</media:title>
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			<media:title type="html">mantaray</media:title>
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			<media:title type="html">Oriana Fallaci</media:title>
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		<title>Mensapocalypto</title>
		<link>http://setanta.wordpress.com/2008/11/10/mensapocalypto/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 03:42:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe essa associação chamada MENSA, ela aceita apenas as pessoas muito inteligentes como membros. Os candidatos fazem uma prova, parecida com aquelas de Q.I., e apenas os 2% melhores são aceitos.
Reza a lenda que o governo dos EUA levaria os membros da MENSA para abrigos nucleares especiais de onde sairiam para ajudar a reconstruir a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=384&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Existe essa associação chamada MENSA, ela aceita apenas as pessoas muito inteligentes como membros. Os candidatos fazem uma prova, parecida com aquelas de Q.I., e apenas os 2% melhores são aceitos.<br />
Reza a lenda que o governo dos EUA levaria os membros da MENSA para abrigos nucleares especiais de onde sairiam para ajudar a reconstruir a civilização.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Madman"><img class="aligncenter size-full wp-image-385" title="Dr. Egon Boiffard" src="http://setanta.files.wordpress.com/2008/11/drboiffard.png?w=226&#038;h=229" alt="Dr. Egon Boiffard" width="226" height="229" /></a><br />
Então um dia alguém da Junta de Chefes declara DEFCON 1. Todos os gênios cadastrados pela MENSA são arrancados de suas casas por caras do serviço secreto, deixando pra trás seus menos dotados entes queridos. Lógico.</p>
<p>Depois do choque inicial os escolhidos passam o tempo comendo comida enlatada, jogando xadrez e montando cenários hipotéticos do que iam encontrar quando saíssem do bunker.</p>
<p>Qual o sistema de governo ideal? Como gerir a economia para garantir crescimento e prosperidade para todos sempre? Como manter as pessoas inteligentes e instruídas? Como manter alguma categoria de pessoas burras enquanto não desenvolvem robôs trabalhadores braçais?</p>
<p>Nenhuma surpresa que o excesso de testosterona intelectual mais a falta de pessoas menos inteligentes com as quais ficar se medindo levou à atritos. As rusgas iam desde a instituição de fábricas de bebês perfeitos ao uso de *really* smart drugs até mesmo a criação de notas de 42 dólares.</p>
<p>Quando todos estavam prestes a se matar eis que os indicadores dizem que é seguro sair e as portas se abrem automaticamente. Os geniosinhos mimados correm para fora onde encontram destruição mas também uma multidão maltrapilha. Os do mundo exterior ficam curiosos a respeito dessas pessoas de aspecto tão bem cuidado dadas as circunstâncias e se interessam por sua história. Os cabeçudos tentam todos contar a história ao mesmo tempo, cada um se considerando mais capacitado para tarefa.</p>
<p>Alguns dias depois a multidão acampada finalmente consegue discernir o sentido do que os escolhidos representam e da sua proposta. Sendo assim tomam a atitude mais inteligente que uma multidão de indivíduos bem adaptados o suficiente para sobreviver ao pior de uma guerra atômica sem toda a parafernália tomaria: matar a todos numa frenética orgia de sangue, vísceras e cérebros. Muito feio de se ver, mas pessoas têm de extravasar depois de serem lançadas num inverno nuclear enquanto tentavam levar suas vidas, não?</p>
<p>E pra história ficar mais freak ainda, imaginem algo como um final do He-man ou dos Thundercats, onde todo mundo pára pra dar a moral da história. Isso mesmo, a moral da história! Essa coisa meio vitoriana que de alguma maneira ressurgiu  nos desenhos dos anos 80. Vejamos&#8230;</p>
<p>Um dos sobreviventes maltrapilhos olhando pra câmera, o festim sangrento ao fundo. Ele sorri, brincando com um coração em suas mãos vermelhas: &#8220;Crianças, lembrem-se de também pensar com o coração.&#8221; Ele sorri, pisca, e corre em direção da animação.</p>
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			<media:title type="html">Dr. Egon Boiffard</media:title>
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	</item>
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		<title>There&#8217;s a Starman waiting in the sky</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 01:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Conversa com minha filha, deitado com ela num banco e olhando pra um céu de poucas estrelas.
ela: &#8220;Olha, tem uma estrela ali.&#8221;
eu: &#8220;Só tem uma.&#8221;
ela: &#8220;Não, tem mais duas, mas são bem pequenininhas.&#8221;
eu: &#8220;É mesmo. Sabia que elas podem estar mais longe que essa que parece grande? Pode ser que chegando bem perto a pequenininha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=380&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Conversa com minha filha, deitado com ela num banco e olhando pra um céu de poucas estrelas.</p>
<p>ela: <em>&#8220;Olha, tem uma estrela ali.&#8221;</em><br />
eu: <em>&#8220;Só tem uma.&#8221;</em><br />
ela: <em>&#8220;Não, tem mais duas, mas são bem pequenininhas.&#8221;</em><br />
eu: <em>&#8220;É mesmo. Sabia que elas podem estar mais longe que essa que parece grande? Pode ser que chegando bem perto a pequenininha seja mais brilhante que essa maior. Só tem que chegar perto.&#8221;</em><br />
ela: <em>&#8220;Eu posso ir num foguete.&#8221;</em><br />
eu: <em>&#8220;É, um foguete pode servir.&#8221;</em><br />
ela: <em>&#8220;Ou um avião.&#8221;</em><br />
eu: <em>&#8220;Um avião que voa no espaço.&#8221;</em><br />
ela: <em>&#8220;Não, um avião que voa de noite!&#8221;</em></p>
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		<title>Redenção em Shawshank</title>
		<link>http://setanta.wordpress.com/2008/10/24/redencao-em-shawshank/</link>
		<comments>http://setanta.wordpress.com/2008/10/24/redencao-em-shawshank/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 21:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Lira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa madrugada dessas da vida assisti um filme aleatório, se chamava &#8220;Um Sonho de Liberdade&#8221;, e é baseado num conto de Stephen King, mas só reparei no autor muitos anos depois. Eu pensava que ele só escrevia histórias com horrores alienígenas. Esse filme é um desses que se ninguém avisar você não dá nada por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=272&subd=setanta&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Numa madrugada dessas da vida assisti um filme aleatório, se chamava <em>&#8220;Um Sonho de Liberdade&#8221;</em>, e é baseado num conto de Stephen King, mas só reparei no autor muitos anos depois. Eu pensava que ele só escrevia histórias com horrores alienígenas. Esse filme é um desses que se ninguém avisar você não dá nada por ele, pelo menos assim me parecia na época, passando na sessão guarda noturno/insone crônico.</p>
<p>É a história de como o rico banqueiro Andy Dufresne pegou vinte anos na prisão de Shawshank por assassinar sua amada esposa e o cara que estava comendo ela. Na verdade ele não assassinou, mas ora, todo mundo é inocente em Shawshank.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://setanta.files.wordpress.com/2008/03/shawshankdvdcap.jpg" alt="Red e Andy assistindo um filme em Shawshank" /></div>
<p>Ele então conhece Red (que eu teimo em chamar de Morgan Freeman e, cara, se você quer fazer um filme bom ficar melhor, coloque Morgan Freeman na narração, mas tenha o cuidado do casting parecer casual, ou as pessoas dirão &#8220;putz, o diretor quis Morganfreemizar o filme&#8221;), que é um muambeiro em Shawshank. Red não ficou muito impressionado com Andy</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Tenho de admitir, não achei grande coisa de Andy a primeira vez que pus os olhos nele. Parecia que uma leve brisa podia soprá-lo pra longe. Esta foi minha primeira impressão sobre o homem.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Toda prisão tem tarados (deve ser um esquema de cotas), e estes sim acharam grande coisa de Andy, que era mesmo ruim de briga. Ele foi ruim de briga por cerca de um ano. Depois muita coisa que você só vai saber assistindo acontece, e tudo culmina (atenção <strong>spoiler</strong>!)  na fuga de Andy da prisão descrita assim por Red:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Andy rastejou para liberdade por quinhentas jardas de merda tão fedida que nem posso imaginar. Ou talvez eu só não queira.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Foi mesmo uma fuga espetacular. Mas o legal do filme é o tema de como os muros da prisão ficam mais na cabeça dos detentos do que ao redor deles. Como Brooks, que é liberado com seus 70 e tantos anos, a maior parte vividos em Shawshank, e não consegue se adaptar no mundo exterior, logo cometendo suicídio.  Red tem medo que isso aconteça com ele, mas sente que o processo já começou. Andy é o único que mantém a integridade psicológica, ele é o único que nunca esteve preso ali, e foi capaz de executar um plano de fuga de quase vinte anos. Não seria nem uma fuga, ele só estava indo embora.</p>
<p>Outro personagem interessante é o Tommy, que vivia de pequenos delitos e roubos pouco habilidosos, entrando e saindo de prisões e reformatórios. Ele não conhecia outra vida, provavelmente nasceu com os muros da prisão na cabeça. Andy diz que ele é um ladrão muito incompetente e sugere uma mudança de carreira, se propondo a ajudá-lo a tirar um diploma supletivo. Numa conversa Tommy conta uma história que ouviu de um  condenado em outra prisão que esteve, uma informação que poderia inocentar Andy. Então acontece uma tragédia&#8230; ah! Vá ver o filme do cara que rastejou por um rio de merda  saiu limpo do outro lado.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://setanta.files.wordpress.com/2008/03/sonho_de_liberdade_02.jpg" alt="Ouvindo uma musiquinha em Shawshank" /></div>
<p>E 500 jardas são 457,2 metros.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/setanta.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/setanta.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/setanta.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/setanta.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/setanta.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/setanta.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/setanta.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/setanta.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/setanta.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/setanta.wordpress.com/272/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=setanta.wordpress.com&blog=81848&post=272&subd=setanta&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Red e Andy assistindo um filme em Shawshank</media:title>
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			<media:title type="html">Ouvindo uma musiquinha em Shawshank</media:title>
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