Lantern Pr0n!

Aqui em Recife tem uma rede de lojas chamada Atacadão dos Presentes. É uma daquelas lojas que vende tudo: material de construção, ferramentas, brinquedos, papelaria, equipamento de proteção individual (onde eu passo boa parte do tempo, deve ser alguma perversão porque eu não preciso de óculos pra solda nem máscara de gás) e a prata da casa: coisas inúteis.
Uma das coisas que sempre me chamou a atenção foi a lanterna movida à energia animal: enquanto você ficar apertando o “gatilho” a luz permanece acesa. Suponho que essas coisas autosuficientes fascinem pessoas fissuradas em futuros do tipo Mad Max.
Depois de meu lado depravado sufocar a vozinha medíocre que dizia “gastar com coisa que você não vai usar?!”, levei duas delas pra uma noite de tórrida lá em casa. Daí produzi as fotos pornográficas que seguem:

Lantern Pr0n 1
ainda vestida

Lantern Pr0n 2
toda aberta

Lantern Pr0n 3
ela tem uma bateria como fonte de energia opcional embutida. safada!

Lantern Pr0n 4
a engrenagem preta transformam o movimento de apertar o “gatilho” em movimento circular transferido pro dínamo gerador de energia (a coisa branca)

Lantern Pr0n 5
agora tudo espalhado e o dínamo todo arreganhado

Lantern Pr0n 6
bolinação

Lantern Pr0n 7
testando sem a bateria de lítio (pra saber se era opcional mesmo — depois das olimpíadas confio ainda menos nos chineses (exceto o Confúcio)).
O multímetro diz que estou gerando 250mV

E fica melhor! Vídeos pr0nográficos:


girando o dínamo com o dedo


medindo a tensão com o multímetro

É bem legal essa lanterninha, perfeita mesmo só se armazenasse energia, mesmo que por pouco tempo. Um capacitor poderia servir.
O exercício físico pra operar a dita me lembrou uma conversa com tia Dany (não essa conversa) sobre que seria muito mais estimulante ir pra uma academia se a energia gasta lá fosse armazenada pra uso posterior. Além de ter noção numérica do que estava fazendo: “hoje gerei 100Wh (ou 360.000 Joules, que na minha cabeça é mais julioverniano; ou ainda, 86kcal) lá na esteira”. Como diz o Salveti, fica a dica nerd/saudável.

Chernobyl “Dead Zone”

Marcio mandou essa parada muito legal:

Live In Russia

O que me lembrou que eu estava devendo um link relacionado pra ele.

Elena Filatova, também conhecida como “Kid of Speed”, viajou com sua Kawasaki ninja pelas cidades fantasmas nos arredores de Chenorbyl, levando registros fotográficos, e algumas leituras de seu contador geiger.

Um comentário de Elena logo antes de entrar na “Zona Morta”:

“Aqui entramos na área de Chernobyl. Eu verifico a reserva de combustível e o conjunto de reparo de pneus. Não quero ficar ilhada no meio de um deserto nuclear.”

O que mais me impressionou é como ela vai onde bem entende, exatamente como muitas vezes imaginei que seria passear num mundo devastado e vazio (eu era uma criança de imaginação fértil e estranhamente direcionada). Elena entra em casas, creches, academias e navios. Sobe no teto do prédio mais alto de uma cidade de médio porte, sozinha onde caberiam uns 300 a 600 mil habitantes (número chutado baseado nas fotos). Dá vertigem imaginar que onde quer que se olhe não há ninguém além de quem olha.

“Ficar parada no teto do prédio mais alto desta cidade vazia traz o sentimento de estar completamente só no mundo – como a própria cidade está.”

E estou certo que já vi esse lugar em algum Resident Evil:

Chernobyl

Influência de Tropa de Elite no Ambiente de Trabalho

<eu> E aquela parada dos repositórios?

<identidadeprotegida> Ah, aquilo tá assim, assado…
(… mais algumas complicações técnicas …)

<identidadeprotegida> mas essa pica não é mais minha.. é do aspira

Update: e isso aqui é obra do Osvaldo (o hack e a foto):

Senta o Dedo Nessa HP

E eu aprendi uma coisa importante hoje: que blututi é legal, e que aquelas pastas “Audio clips”, “Documents”, “Games”, “Images” e “Video clips” do N800, ficam em “/home/user/MyDocs” com os nomes “.sounds”, “.documents”, “.games”, “.images” e “.videos”, respectivamente.

Update 2: e aprendi também (com o Lauro) que uma coisa pode virar duas no meio do caminho, e que eu posso esquecer de corrigir o começo da frase quando as duas coisas ainda eram uma. :P

II ENSL

Como disse antes, fui no II ENSL em Aracaju. O evento foi muito legal, e embora eu tenha ficado com febre do sábado até chegar em casa na segunda, pude aproveitar bastante. O gentil pessoal do IV Fórum GNOME me deu uma camisa do GNOME (brigado Izabel :) , me deixando bem feliz (“Alegria de nerd é ganhar camiseta”, já dizia a Priscila aqui do INdT), em troca tive de dar uma entrevista surpresa. Mico! Pelo menos a febre cedeu pelo tempo de apresentar minha palestra sobre o Glade, e mais a palestra do Kenneth sobre o Eréseva – ele não pôde ir, perdeu, perdeu :P .

Vou deixar mais detalhes sobre o evento nas mãos da peixebeta. Mas tenho de falar da hospitalidade viking de Marden, Sandro & cia, que nos (== a comitiva do Debian-PE) recebeu na casa deles. Nunca tinha viajado pra tão longe e não sabia que seria tão bem-vindo. Vocês foram demais. :)

Despedida dos Vikings de Aracaju
Essa foto resume o espírito da viagem

As viagens de ida e volta também foram interessantes. Na ida, um pneu estourado no meio do nada de meia-noite, os caminhões quer passavam a toda pareciam naves espaciais. Na volta andamos na balsa do São Francisco. Rio bonito da gota! Outra vez eu volto lá pra nadar. E depois horas e horas de cana-de-açúcar pra lá, cana-de-açúcar pra cá. Não acabava nunca! Luciano ficou no volante por 12h (só a volta) comigo febril do lado cantando junto com o CD Player. Não sei como ele e o povo atrás do carro agüentaram.

Coloquei os slides no slide share: Mantendo a Sanidade com o Glade

Tudo Que é Vivo Morre

Caveira, Flor

“…encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre”.
Chicó, no “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna

Qual é a flor verdadeira? A flor na árvore ou a que está murcha? A do começo ou a do final?

Os Trafalmadorianos diriam que existe uma flor perfeita congelada no âmbar do tempo, e que será sempre perfeita nos limites desse tempo.

Update: sim, eu sei, muito emo… muito emo… mas vai passar. P-\