Como todos disseram hoje: Nokia Compra Trolltech

Nem ia falar sobre isso, mas comecei a comentar no blog do Danilo, então vou colocar algo aqui. Como estou preguiçoso, já falei um tanto sobre o que penso da Qt faz um tempo e, mais importante, como quem muito fala pouco coda, vou apenas citar um trecho de um comentário no Slashdot:

GPL for apps, LGPL for libraries. It’s scary to a commercial enterprise, but it really works – at least better than anything else (except, maybe, having a monopoly on desktop operating systems…).

Interlude

Certa vez Siouxsie Sioux e Morrissey fizeram um dueto e o resultado foi uma das melhores coisas que seus ouvidos podiam querer experimentar. E fica mais raro ainda porque isso jamais acontecerá novamente: os dois se odiaram.

A música:

Siouxsie:
“Time, is like a dream,
Now, for a time,
you are mine.
Let’s hold fast,
to the dream,
that tastes and sparkles like wine.”

Morrissey:
“who-who knows if it’s real,
or just something we’re both…”

Dueto:
“… dreaming of.
What seems like an interlude now,”

Siouxsie:
“Could be the beginning of love.”

(…)

Morrisey & Siouxsie, Interlude

Tudo Que é Vivo Morre

Caveira, Flor

“…encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre”.
Chicó, no “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna

Qual é a flor verdadeira? A flor na árvore ou a que está murcha? A do começo ou a do final?

Os Trafalmadorianos diriam que existe uma flor perfeita congelada no âmbar do tempo, e que será sempre perfeita nos limites desse tempo.

Update: sim, eu sei, muito emo… muito emo… mas vai passar. P-\

Álvares de Azevedo Coloquial

Em “Noite na Taverna” de Álvares de Azevedo os cinco últimos bebedores que estão de pé – Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann – começam a contar as passagens horríveis de suas vidas.

Aos dezoito anos Gennaro era aprendiz de pintor, e vivia na casa de seu mestre. O mestre tinha uma linda filha de quinze anos, chamada Laura, que todas as noites antes de ir dormir dava um beijo na testa do aprendiz. Um bela noite não havia ninguém em casa, exceto por Gennaro e Laura, ele acordou com a mocinha abraçada a ele. O texto que segue é o seguinte:

“O fogo de meus dezoito anos, a primavera virginal de uma beleza, ainda inocente, o seio seminu de uma donzela a bater sobre o meu, isso tudo ao despertar dos sonhos alvos da madrugada, me enlouqueceu…”

Daí comecei a pensar como a situação seria descrita numa linguagem mais coloquial e cheguei no seguinte:

“O cara numa idade em que só pensa em sacanagem, acorda de madrugada com uma gatinha de 15, só de camisola, agarrada nele, e juntando isso com a terrível ereção matinal… Putz, não dava pra não comer!”

Seja como for, todas as manhãs a jovenzinha ia no quarto de Gennaro, mas acaba em tragédia. Pena.