Tapioca

Conclui meu primeiro trabalho no INdT: um tutorial sobre como usar a Tapioca (mais especificamente tapioca-glib). Demorou mais do que devia, mas considerando que esse está concorrendo ao pior… não, mais complexo, mês da minha vida que me lembro (ou seja, dos últimos 2 anos), não foi um desempenho tão ruim (espero).

Uma idéia visual do que é Tapioca (mas o bom mesmo é ler o tutorial :).

Tapioca Diagram

E a aplicação exemplo é bem simpleszinha:

Tapioca Test Screenshot

BOSSA Conference, dia 3

Eu não devia ter demorado tanto a postar sobre o dia três, já começou a sumir! Vejamos, devido ao trânsito o ônibus atrasou um pouco e chegamos no meio da palestra sobre PyGTK, dada por Johan Dahlin, um sueco que trabalha na brasileira ASYNC e fala bem português. Ainda deu tempo de aprender uma coisa nova[1].

Teve também a palestra do Robert McQueen, da Collabora, sobre o Telepathy. Ele fala tão pra dentro e cuspindo palavras tão rápido, que a salvação foi um código em Python que apareceu nos slides, onde dava pra entender o conceito de forma mais eficiente que tentando entender o que era dito. Sendo McQueen grande e rosado, parecendo o gordinho da vovó, e seu sócio, Dafydd Harries (que pelo nome imagino ser do País de Gales) um tipo pequeno e fino como um palito (e que também falava pra dentro, o que deve tornar qualquer teste de VoIP com eles bastante confuso), foi natural Lauro lembrar de uns filmes de comédia em preto e branco.

Depois disso não conseguimos encontrar Danilo pra tirar uma foto, Cássio ganhou o N93 e uma moça que foi só pra completar carga horária de algum curso que está fazendo ficou puta da vida por não ter certificado (se tivesse eu ia perder totalmente o tesão e achar tudo uma farsa elaborada). Lembrando de fotos, estão todas na máquina de Faibo, quando botar a mão nelas coloco no Flickr. Também deu tempo de me despedir de Davi que está indo pra uma turnê na Europa. Insisti pra ele fazer um blog e contar suas aventuras naquele lugar frio do caramba.

[1] PyGTK conecta callbacks que não estejam declarados no arquivo glade desde que o nome do método em seu código esteja no formato “on_nomedowidget_nomedocallback”, exemplo: “on_button1_clicked”.

BOSSA Conference, dias 1 e 2

Dia 1

Graças à promoção de última hora que o INdT disponibilizou para o CInLUG, eu e meus correlegionários pudemos ir para a BOSSA Conference, em Porto de Galinhas, o que tornou esses dois últimos dias muito divertidos.

Logo na sessão de abertura, um cara chamado Rishi, da Texas Instruments, puxou conversa comigo e consegui desenrolar um inglês razoável, falando sobre a Índia, a família dele e Hare Krishnas. Como não sei conversar em qualquer língua que seja, foi uma dupla vitória. ;P De qualquer forma o sonho acabou na palestra do cara da Collabora: my english was put to trial, and was found guilty.

Pela manhã, encontrei Danilo, ou melhor alguém que não sabia quem era, porque ele me disse o nome quando estava passando uma turba enfurecida, então não ouvi nada. A seguir todos corremos pra uma das palestras e fiquei pensando quem seria aquele cara. Depois encontro ele e pego o crachá pra olhar. “Danilo! Oi rapaz!”, “Ahn!? Mas eu já falei que era o Danilo”. Note que sou apenas distraído, e não seqüelado de tóxicos.

Também conheci Marcelo Tosatti, ou melhor, ele me conheceu, mas esqueceu 15 minutos depois.

Depois andar 40 minutos no sol quente com Amaralina, Feio e Faibo, atrás de um restaurante barato. Mais 40 minutos pra voltar. /o\

Dia 2

Continuando meu checklist de assédio de gente famosa, perguntei a John Palmieri se ele cozinharia o Coffee Break. (Entendam, foi mais forte do que eu.) A palestra dele sobre D-Bus foi uma das melhores, assim como a do GStreamer, uma pena eu ter levado minha tosse pra atrapalhá-las. Engraçado pensar que meus germes estarão embarcando para todo canto do mundo quando os palestrantes forem pra casa.

E finalmente consegui usar um OLPC! O teclado é pequeno, mas bem macio. Mal posso esperar chegar no mercado e … Quer saber? Tou acabado. Vou dormirzzzzzzz

Escolas São Prisões

Quando passei para terceira série, meus pais me tiraram da pequena e simpática escola particular onde tinha estudado até então, e me matricularam numa escola pública municipal, onde viria a aprender as mais importantes lições da minha vida. Muito melhor que preparo pro vestibular, não acha?A primeira e maior delas foi na aula de matemática. Tinha um aluno, que não lembro o nome, mas lembro que não era muito inteligente, sempre se enrolava quando era chamado pra resolver alguma questão, talvez fosse só nervosismo. Um dia a professora colocou uma conta de subtrair no quadro e chamou o fulano. Ele ficou olhando nervoso pra conta, estava completamente tenso e não mexia um dedo.

A professora em questão, tinha uma imutável cara de raiva. Quero dizer, mudava sim, mas só a intensidade, indo de insatisfação pra ódio. Num dado momento ela cansou de esperar o resultado sair da cabeça do cara e usou a técnica número um do livro de crueldades do professor: chamar outra pessoa pra resolver alguma coisa do lado do aluno empancado, tornando seu ego em migalhas; declarando com esse ritual o retardamento da vítima para toda classe. E dessa vez o executor escolhido fui eu.

Depois de resolver uma conta similar do lado dele, fiquei lá olhando pro fulano, a cara raivosa da professora como pano de fundo. Eu lembro muito bem dos olhos arregalados que não saiam do quadro, era como se ele estivesse vendo um buraco negro. A professora cansou de esperar e cobrou uma resposta. Ele levantou a mão trêmula e colocou a resposta errada. A raiva da professora virou ódio, então ela agarrou os cabelos dele e usou sua cara como apagador. Eu assistia aquilo tudo hipnotizado, mais próximo que qualquer outro. Então fomos dispensados, eu pra ficar sentado pensando e o cara pra abaixar a cabeça e chorar no lugar dele.

Nunca esqueci a lição: não deixe que os professores/autoridades te peguem, avaliações são perigosas. Aprenderia outras ao longo dos anos. Em retrospectiva, não me admira eu ter fugido da escola no primeiro ano do segundo grau.

“Those 13 years in prison
Didn’t teach me how to love
They say they have their reasons
All coming from above
You can forget the seasons inside your factory
There’s one thing they can’t teach you is how to feel free
And stand alone in a beautiful world
We have to respond…
Schools are prisons
Forget the seasons
Schools are prisons”

Sex Pistols, Schools Are Prisons

Extremos

Mãe, pai, não estou me drogando enquanto sou chicoteado por uma menina vestida de couro, como vocês podem pensar por causa dos dois últimos posts. A coisa mais forte que tomei de forma recreativa foi xarope Vicky do preto (não fazem mais :/ ) e o mais forte que uma mulher me machucou (fisicamente) foi numa mordida sem querer.

“Venus in Furs” e “Heroin” representam as características humanas de se apegar ao que causa sofrimento como se fosse algo muito bom, e (minha preferida) ser capaz de ir à extremos.

Um Perfect Day para todos.

Heroin

“I wish that I was born a thousand years ago
I wish that I’d sailed the darkened seas
On a great big clipper ship
Going from this land here to that
On a sailor’s suit and cap

Away from the big city
Where a man cannot be free
Of all the evils of this town
And of himself and those around
Oh, and I guess that I just don’t know
Oh, and I guess that I just don’t know”

Lou Reed, Heroin